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HABITANTES DOS TRÊS NÚCLEOS HABITACIONAIS DA ILHA DA CULATRA ADMITEM LUTAR PELA INDEPENDÊNCIA DE FARO PARA OLHÃO

25 de Abril de 2015

Farol Cordão Humano contra demol (20)

A Bandeira e o Hino Nacional foram pilares centrais da manifestação Farol Cordão Humano contra demol (45)

José Lezinho (Hangares), António Pina (edil Olhão) com Feliciano Júlio (Farol), Silvia Padinha (Culatra) e Vanessa Morgado (Farol) não esconderam a satisfação pelo sucesso da iniciativa. Pina foi efusivamente acarinhado pelas populações.  Farol Cordão Humano contra demol (33)

Farol Cordão Humano contra demol (53)

Vanessa Morgado

Farol Cordão Humano contra demol (74)

Silvia Padinha

“Está visto que Faro não gosta dos ilhéus da ilha da Culatra. Não é só de agora que sentimos esta realidade. Agora, perante tudo o que estamos a viver não sentimos apoio de Faro, ao contrário do que acontece com Olhão, desde a autarquia aos olhanenses. Social e economicamente, durante gerações, a maioria dos habitantes da Culatra, Hangares e Farol sempre fizeram mais vida em Olhão, por isso, se não gostam de nós podemos encetar o processo da criação de uma Junta de Freguesia e a passagem territorial para o Concelho de olhão”. Disse a Algarve Press Silvia Padinha, presidente da Associação de Moradores da Culatra, após a realização, esta manhã, de um cordão humano que juntou mais de um milhar de moradores dos três núcleos habitacionais, organizado pela Associação da Ilha do Farol de Santa Maria e o grupo “Somos Ilhéus”, que encheu o parque desportivo daquela associação e o molhe da ilha do Cabo de Santa Maria, no Farol.

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Com um “mar” de gente empunhando os cravos, símbolo de Abril, e as bandeiras nacionais, um dos muitos momentos marcantes do cordão humano no Farol foi quando José Lézinho, um dos mentores dos “Je Suis Ilhéu”, entregou a camisola do movimento “Je Suis Ilhéu” ao autarca olhanense António Pina, como reconhecimento pelo apoio incondicional do edil contra as demolições nas ilhas, irónicamente, na sua maioria em território farense.

As palavras da carismática dirigente associativa surgiram na sequência da muito comentada ausência do edil farense Rogério Bacalhau, ao contrário do que aconteceu com António Pina, muito saudado pelos presentes, que a cada intervenção entoavam o seu nome repetidamente. O edil olhanense juntou-se ao protesto dos moradores e proprietários de habitações naquela ilha contra as demolições e sublinhou, criticando “alguma comunicação social de dar a entender estar ao lado desta luta por possuir uma habitação no Farol”. “Uma mentira que não me fará deixar de estar ao lado da justa luta destes ilhéus”, garantiu António Pina.

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Também as crianças participaram na manifestação cobrindo-se com a Bandeira Nacional, tal como alguns adultos, os fotógrafos de ocasião e o edil olhanense empunhavam os cravos de Abril, O Patriotismo e a Liberdade andaram de mãos dadas no Farol. Farol Cordão Humano contra demol (56) Farol Cordão Humano contra demol (97) Farol Cordão Humano contra demol (136) Farol Cordão Humano contra demol (137)

Feliciano Júlio, na mesa de Honra com Bonança, Silvia Padinha e Pina, empolgou os moradores apelando a um “não baixar os braços ao lado da Associação”.

Já o presidente da direcção da Associação de Moradores do Farol, Feliciano Júlio, ladeado pelo antigo presidente da Câmara de Olhão, Francisco Bonança, num discurso muito emocionado, recordou que,”ontem o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé suspendeu o processo de demolição de 137 casas na ilha do Farol (pertencente ao concelho de Faro), cujos proprietários estavam notificados para as abandonar, mais uma vitória, entre outras, que os proprietários das habitações, em conjunto com a Associação, vão ter para acabar com tamanha injustiça”.  Recordemos que a posse administrativa daquelas casas de primeira e segunda habitação pela Sociedade Polis Litoral Ria Formosa estava marcada para o início da próxima semana, 27 de abril e a 6 de maio, prazos que a decisão do Tribunal suspendeu após análise das providências cautelares apresentadas pelos proprietários, concedendo à Sociedade Polis o prazo de 15 dias para se pronunciar sobre o “interesse público” das demolições, defendido pela Polis. Só depois o Tribunal irá deliberar.

Farol Cordão Humano contra demol (627) Farol Cordão Humano contra demol (618) Farol Cordão Humano contra demol (381)

O Cordão Humano preencheu por completo o molhe nascente do Cabo de Santa Maria, no Farol. Todos(as) de mãos dadas, mais de 300 ilhéus gritaram: “Ilhéus Unidos Jamais Serão Vencidos”.  Farol Cordão Humano contra demol (616)

Entretanto já deram entrada mais alguns processos em tribunal respeitantes ao núcleo nascente do Farol, entre um total de 176 habitações que a Sociedade Polis pretende demolir, que considera 14 casas de primeira habitação naquele núcleo habitacional, parte de um total de 800 edificações nos núcleos habitacionais das ilhas-barreira da Ria Formosa.

Manuel Luís – t e f

 

 

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One Comment leave one →
  1. 25 de Abril de 2015 23:35

    Uáuuuu !!!!!!!! Finalmente.!! Abraços.

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