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“FUI CRUCIFICADO PELA SOCIEDADE FARENSE” – Valter Alfaiate

30 de Setembro de 2014

Decorreu ontem à noite, 29 de Setembro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Faro a muito aguardada Assembleia Municipal, verificando-se uma grande adesão de munícipes e onde o ponto quente foi, sem dúvida, a questão do terreno e casa da zona poente do Parque Ribeirinho, propriedade que se encontra vedada há vários meses à passagem de peões e ciclistas que utilizavam quase diariamente aquele local da suposta ciclovia entre Faro e a Praia.

VALTER ALFAIATE

O proprietário, Valter Alfaiate (na foto), iniciou a intervenção apresentando à Assembleia uma série de factos e acontecimentos relativos a este processo, que decorreram ao longo dos últimos três anos entre a Câmara Municipal e o proprietário e que, segundo afirmou, “provam que foram assumidos compromissos que não foram cumpridos e que o processo foi conduzido por pessoas mal intencionadas que terão de responder perante a Justiça. ”

bancadas partid

Referiu-se seguidamente aos métodos utilizados pela Câmara de Faro no processo de avaliação da sua propriedade: “Tratou-se de uma estratégia montada para desvalorizar a propriedade, ao adotar o índice de expropriação para avaliação, sendo o valor atribuído de 190 mil euros, contrariando tudo o que tinha sido previamente acordado, revelando a má fé por parte de quem geriu todo este processo”. Alfaiate continuou, afirmando que “ foram, entretanto, pedidas avaliações a várias entidades credíveis e independentes cujo valor final ficou fixado nos 450 mil euros”.

ASSISTÊNCIA

Ao longo da intervenção foram várias as vezes que o proprietário se exaltou, dirigindo-se diretamente a alguns dos presentes na assistência, tendo o Presidente da Mesa da Assembleia, José Apolinário, tomado da palavra no sentido de colocar alguma ordem na sala.

Por seu lado, Rogério Bacalhau, Presidente da Câmara de Faro, deixou bem claro que “existe a hipótese daquela zona vir a ser classificada como Domínio Público Marítimo, deixando, nesse caso ,de se aplicar o estatuto da propriedade privada”, afirmações que enfureceram ainda mais o proprietário.

Foi uma Assembleia Municipal bastante atribulada da qual se depreendeu que este assunto ainda vai dar muito que falar.

 Luís Nadkarni – t e f

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