Saltar para o conteúdo

FUNDOS COMUNITÁRIOS: “LUTAR PARA EVITAR MAIS UMA OPORTUNIDADE PERDIDA PARA O ALGARVE”

4 de Fevereiro de 2014

Segundo os estudos da  Aliança “Salvar Faro” (SF), “nos últimos 25 anos de fundos da CEE/UE as grandes esperanças de modernizar o Algarve com um futuro seguro em aspetos estruturais essenciais deram lugar a repetidas deceções e oportunidades perdidas”.

CCDRpics

Agora, para 2014/2020, são anunciados 25.239 milhões de euros para o país e 319 milhões para o Programa Operacional do Algarve, com várias medidas genericamente anunciadas. Assim, SF considera que, “apesar do forte potencial da região e centros de saber e investigação, que são a UALG e outras instituições, pela continuação da politica centralista, sem plano integrado de desenvolvimento, sem apostas nos vários setores económicos, sem atenuação dos efeitos do periferismo, sem correção dos desequilíbrios territoriais e sem a Região Administrativa instituída, não é previsível a resolução dos graves problemas, tendo assim que ser muito forte a luta para se receberem os fundos que é justo e evitar que seja mais uma oportunidade perdida (com a agravante de não haver mais apoios no futuro)”.

“Acresce que o Governo, por opção, erradamente está a diabolizar o investimento nas infraestruturas em geral, mesmo as de elevado valor acrescentado económico e social, o que faz temer que possam estar em risco o novo Hospital Central, renovação da ferrovia regional e ligação ao aeroporto, forte aposta nos portos comerciais, terminais de cruzeiros, portos de pesca, portos de recreio, Grande Centro de Congressos, etc, etc. Mais grave ainda seria se, sendo o Algarve a região mais periférica de Portugal continental e tendo sido “fechada ” a fronteira com a Espanha com as portagens, não fosse por diante o eixo ferroviário estruturante da bacia mediterrânica, em que a ligação a Andaluzia é peça chave. E tal não está previsto no documento do Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Alto Valor Acrescentado”, sublinha a aliança cívica dirigida pelo antigo edil de Faro, José Vitorino.

 NOTAS-EURO

Ciente que “o dinheiro é importante, mas o pior é a falta de Projeto para a região”, SF critica “o centralismo do Terreiro do Paço e os muitos interesses corporativos, em que o Estado fica com mais de 60% dos 25.239 milhões para “distribuir” de forma pouco transparente e que seja consonante com os altos interesses nacionais a prazo/sobrevivência”.

A concluir, a Aliança “Salvar Faro” lança várias advertências: “Naturalmente, com tantos milhões sempre se fez e farão coisas importantes, mas está provado que pouco resultam. Basta ver o que concluíram os estudos oficiais quando foi preparado o QREN anterior, em relação ao Algarve:” Graves desequilíbrios; declínio de todas as atividades não relacionadas com o turismo; agricultura, pesca e indústria sem expressão; comércio tradicional em declínio, exclusão social superior à média nacional;…”. E desde então as coisas não só não melhoraram , como até pioraram em muitos casos. Por isso, para a” Aliança” Salvar Faro” é um direito e um dever de cidadania, dar os seus contributos, denunciar a situação e lutar para alterar este estado de coisas”.

 

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers gostam disto: