Saltar para o conteúdo

Marinha: Miguel Corte-Real homenageado em Tavira

6 de Novembro de 2013

O Curso de Oficiais de Marinha de Guerra Portuguesa “Miguel Corte Real” comemora, no dia 09 de novembro, em Tavira, os seus 50 anos de existência. As celebrações iniciam-se, pelas 11h00, no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, com a apresentação histórica do navegador pelo professor Ferreira Coelho, seguindo-se uma visita guiada ao centro histórico da cidade. O concerto da Banda da Armada dirigido pelo maestro Délio Gonçalves encerra a iniciativa, pelas 17h30, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Banda-Armada

Segundo fontes históricas, já na primeira metade do século XVIII, existia na Armada “música marcial” intitulada “chamarela”, a qual acompanhou a família real a vários países. Em 1903, a Banda dos Marinheiros efetuou a suas primeiras gravações, num total de 26 temas, encontrando-se um exemplar no nosso país e os restantes nos arquivos da EMI, em Inglaterra. A Banda da Armada tem vindo a desenvolver trabalho de interesse público, tanto a nível do cerimonial militar e do protocolo de Estado, como em termos culturais. A Banda da Armada realiza concertos por todo o país e no estrangeiro.

Acerca de Miguel Corte Real

Miguel Corte Real, natural de Tavira, era filho do navegador do século XV, João Vaz Corte Real que foi capitão donatário, na Ilha Terceira (Açores), e irmão de Gaspar Corte-Real.

Gaspar Corte-Real desapareceu, em 1501, numa viagem de exploração à Terra Nova (então conhecida por Terra Nova dos Bacalhaus). No ano seguinte, Miguel Corte-Real partiu em direção ao noroeste do Atlântico em sua busca, tendo desaparecido também.

A sua expedição foi composta por três navios, tendo os mesmos tido necessidade de se separarem de forma a alargarem as buscas. No encontro marcado, numa baía, para dia 20 de agosto, dois dos navios compareceram, mas o de Miguel Corte-Real nunca mais foi avistado.

O poeta siciliano Giovanni Cataldo Parisio, em finais do século XV, dedicou a Miguel Corte-Real um poema donde se deduz que este terá exercido as funções de porteiro-mor do rei D. Manuel I de Portugal e participado em campanhas militares ao norte de África.

Em 1918, surgiu a tese de que as inscrições feitas numa rocha do rio Taunton, perto da cidade de Fall River, no que é hoje o estado norte-americano de Massachussetts, conhecida por Pedra de Dighton, seriam da autoria de Miguel Corte-Real. Naquelas interpretações da inscrição, os seus defensores veem a Cruz de Cristo, o escudete português e o seguinte texto: Miguel Corte-Real pela vontade de Deus – Aqui Chefe dos Índios 1511

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers gostam disto: