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“Guerra” aberta em C.Marim: “POR CASTRO MARIM –CONTRA PARAQUEDISMOS” – PS

8 de Agosto de 2013

Cabe ao Partido Socialista de Castro Marim aferir as seguintes considerações, após a recente entrevista do candidato do PSD a Castro Marim num jornal de informação regional, critica o PS Castro Marim, força política que tem o empresário Carlos Nóbrega como candidato àquele Concelho Raiano Algarvio, através de nota de imprensa que transcrevemos na íntegra, documento essencialmente dirigido a Francisco Amaral, autarca de Alcoutim que se candidata pelo PSD a Castro Marim:

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1.      A entrevista é típica de quem tem muito pouco  para demonstrar e fazer por Castro Marim. As contradições são muitas e revelam uma pessoa que gosta de se afirmar popular, que se auto intitula “boa pessoa”, mas demonstra ser pouco prática, adora o beija mão e o populismo. De tal maneira que, segundo vozes correntes nas notícias regionais sobre as “danças de cadeiras” nas direções regionais algarvias, especialmente as ligadas à Saúde e nunca desmentidas pelo até setembro edil de Alcoutim, depois da obrigatória saída da autarquia alcouteneja, Castro Marim seria (é) alternativa secundária e de escape.

2.      O candidato do PSD confunde cargos com profissões. Não basta dizer-se bom médico, prestável, amigo dos mais necessitados para se intitular bom Presidente de Câmara, bom autarca. Ser-se presidente de Câmara é muito mais, é ter capacidades de gerir o presente e saber projetar o futuro, preocupando-se verdadeiramente com o coletivo e não com a imagem e cargos pessoais, coisa que o candidato do PSD ainda não fez, apesar dos seus 20 anos como autarca. Ser-se presidente de Câmara não é a mesma coisa que dirigir, por consequência ou inerência política ou do cargo que ocupa, as delegações da Caritas, Médicos Sem Fronteiras, a corporação de Bombeiros local ou ainda o Banco Alimentar contra a Fome.

Francisco Amaral e José Estevenspics

Francisco Amaral (esqª) e José Estevens, especialmente o primeiro, duramente criticados pelo PS – Castro Marim 

3.      Em 20 anos, o candidato diz que se fartou de fazer coisas em Alcoutim. Fartou-se de pouco fazer. A única coisa que nos vem à memória é que Alcoutim continua a ser um dos mais pobres e atrasados concelhos de Portugal. Apesar de já ter afirmado antes que o concelho tem as contas em dia e até dá lucro. Pois, grande ironia, Câmara com lucros e as pessoas com necessidades básicas em pleno século XXI. É importante ter uma Autarquia com as contas equilibradas, mas nunca com lucros cuja gestão contribui para o empobrecimento das populações.

Alcoutim é o concelho mais despovoado de Portugal (5 habitantes por Km2), com a população mais envelhecida, com a taxa de natalidade mais baixa, com o investimento público per capita mais alto do país, e classificado como o penúltimo no ranking nacional dos municípios portugueses, conforme estudo da Universidade da Beira Interior – dados relativos a 2009 em termos de desenvolvimento económico e social ou de bem estar. Perante toda esta triste realidade, o edil de Alcoutim, sem autoridade para dar lições a quem quer que seja, prefere salientar os lucros da autarquia. Nós, castromarinenses, não queremos isto nem paraquedismos para Castro Marim.

4.      O candidato do PSD pretende demarcar-se dos demais homens políticos, arvorando-se de único homem sério e que está nas funções de autarca com desprezo e distância porque não precisa nada disto, mas contradiz-se. Como político irresponsável  afirma que o seu companheiro de partido, outro que agora se apressa a trocar de Concelho, “realizou uma obra notável em Castro Marim, como já demonstrámos, coisa que ele não conseguiu fazer em Alcoutim, mas logo de seguida acaba por reconhecer que falta muita coisa. Fugiu-lhe a boca para a verdade. O candidato do PSD não conhece as realidades de Castro Marim e quer ser populista como foi em Alcoutim. Garantissem-lhe a “cadeira” na tal direção regional e veríamos qual ele escolheria.

5.   O Partido Socialista tem outra perspetiva de vida e de distribuição de riqueza em Castro Marim.

6.     O candidato do PSD revela ânsia pela manutenção no poder, apesar de com uma falsa humildade pretender mostrar o contrário. Quem critica quem chega de novo ao serviço público porque quem já lá está é que sabe, é a prova mais reveladora da sua incompetência e, sobretudo, receio pela capacidade de fazer obra por parte de quem aparece sem quaisquer vícios de poder. Tudo isto está espelhado na sua afirmação sobre investimentos em Castro Marim: “Tudo depende dos investidores”. Não tem uma ideia e fica à espera que lhe apareça alguém a propor negócios.

7.      Também quando diz que em Castro Marim o licenciamento de obras tem de ser mais célere, está novamente a reconhecer e criticar falhas do seu companheiro de partido, que felizmente deixará de estar à frente da Câmara a partir de Setembro. O candidato que o PSD apresenta pretende agradar a gregos e a troianos, limita-se a ziguezaguear. Vai ficar mais conhecido por andar à chuva sem se molhar (…)

C NóbregapicsSocialistas defendem os seu candidato Carlos Nóbrega

8.      Referindo-se da forma mais cínica à atividade profissional do candidato do PS, Carlos Nóbrega, afirmando: “Não tenho quaisquer interesses imobiliários ou de valorização de terrenos” em Castro Marim, o candidato do PSD revela, mais um vez, falta de respeito democrático, seriedade e falta de visão. Esquece ou faz-se de ignorante quando a maioria dos castromarinenses sabem que Carlos Nóbrega desenvolveu a sua vida empresarial em larga escala no concelho de Castro Marim. Ajudou muito a modernizar o concelho, contribuiu com muitos impostos e criação de postos de trabalho para a riqueza do concelho. A sua vida atingiu um patamar que lhe permite, a partir de setembro à frente da autarquia, ajudar a devolver à terra que o ajudou a crescer, disponibilizando todo um conhecimento para a melhor sustentabilidade de Castro Marim. Esta missão não é exclusiva de Carlos Nóbrega. Muitos outros homens assim procedem na vida.

Já o candidato do PSD é um médico que preferiu dedicar mais tempo à política e que em 20 anos anda à procura da sua obra. Encontrou um Concelho pobre e pobre o deixa, como comprovam os números oficiais. Resta às populações alcoutenejas a “satisfação” de saberem que o seu autarca os deixa pobres mas… com lucros nos cofres da autarquia…

9.   Quando se diz que Estevens “colocou Castro Marim no mapa”, só se for nalgum mapa pendurado em Alcoutim. Castro Marim é uma das principais entradas de Portugal, mas os portugueses têm por hábito dizer que as fronteiras são em Valença, Vilar Formoso, Elvas e Vila Real de Santo António. Carlos Nóbrega, candidato do PS a Castro Marim, dará a conhecer e reforçará, com proveitos para Castro Marim, que a Ponte é parte territorial do Concelho baluarte da história e afirmação de Portugal através do Algarve”, conclui o documento do PS – Castro Marim.

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